Neste meu espaço, procuro divulgar, partilhar e dar a conhecer os meus trabalhos fotográficos de carácter amador e frutos do meu tempo livre. Convido-vos a partilharem,comentarem, bem como a tecerem críticas construtivas sobre as fotos.
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Ponte
38°41'42.75"N
9°11'41.89"W
2010
Noite de festa em Lisboa, momentos antes de um fogo de artificio que brindava a comemoração.
A ponte iluminada e o Cristo Rei aprimorado saudavam o inicio do espectáculo no Rio.
Na margem, um velho e ferrugento ponto de amarras assistia impávido e sereno, recordando talvez os navios que em tempos o visitaram…
E por momentos o tempo parou, devolvendo-me a sua importância…o porto seguro depois de uma longa viagem…
“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez a tua rosa tão importante” (Antoine Exupery)
sexta-feira, 2 de março de 2012
Templo
33°36'30.52"N
7°37'57.79"W
Cidade emblemática consagrada em filmes que nos ficam na memória. No meio da pobreza imensa dos bairros circundantes ergue-se a mesquita de Hassan II.
Enquanto o guia explicava histórias que remontam a tempos antigos, os nossos pés tocavam o mármore do chão….frio e firme. Deitado, pousei a lente sobre a tampa da Nikon e deixei-me levar pela grandeza do momento...
Todos os dias nos olhamos ao espelho mas esquecemo-nos de arranjar os nossos corações. Um coração em paz vê festa em todas as aldeias.
“O amor é o nosso estado natural, quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa.”
(Howard Rheingold)
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O Caminho
38°48'7.08"N
9°24'17.73"W
Sintra, Ponte da Ribeira, Outubro de 2006.
Num final de tarde em que o Eléctrico Vermelho teimava em não passar … Deixei-me levar pelas cores de Outono que à minha volta pintavam um quadro de silêncio e paz.
Deixei-me embalar pelo vento, que me dizia por onde tinha andado e já tocado tantas outras árvores e percebi que não existe caminho para a Felicidade….a Felicidade é o caminho…
“Sê paciente, espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar do vento que o mereça”
(Eugénio de Andrade)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Horizonte
33°22'37.28"N
12°30'19.11"W
2010, Oceano Atlântico, Costa de África.
De regresso a Lisboa depois de uma semana perdidos nos deleites de um cruzeiro, o “nosso” primeiro cruzeiro…
Depois de Lanzarote, esperavam-nos 36 horas de alto mar e de sensações únicas. Foi nesta viagem que lhe pedi que fosse minha…30 de Abril de 2010…e a primavera floresceu de novo nos nossos corações…
O Mar é tão imenso e poderoso porque teve a humildade de se colocar abaixo de todos os rios. Se , apressado, quisesse selo primeiro, não seria mais que uma ilha solitária.
“Um homem só pode descobrir novos oceanos se tiver a coragem de perder a terra de vista”
(Myles Munroe)
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
China em Paris
"...Paris, cidade luxuriante dos amantes
Da boémia, da Poesia e da Luxúria
Dos poetas que tangem a penúria
e que a encontram pelas rotas dos errantes..."
Da boémia, da Poesia e da Luxúria
Dos poetas que tangem a penúria
e que a encontram pelas rotas dos errantes..."
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
"O Inicio "
Com esta foto, que demonstra o nascer do sol em Lanzarote, pretendo dar inicio, nascer deste Blog dedicado à fotografia e tudo aquilo que a rodeia.
Na ilha por vezes habitada
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura. Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura. Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
(José Saramago)
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